Como eu me preparei para a amamentação

Como eu me preparei para a amamentação

Escrito em 01/08/2019


Inúmeras foram as vezes em que, ao longo da gravidez, ouvi “a amamentação é a tarefa mais difícil da maternidade”. Bem, posso dizer que, até agora, realmente tem sido assim por aqui.
O medo da dor, de não ter leite suficiente, de não conseguir amamentar exclusivamente no peito até o sexto mês, foram alguns dos “fantasmas” que mais me assombraram durante a gestação – mais, inclusive, do que do parto natural. 
Informação, prática e treino são o segredo do sucesso

Mas o medo, quando não te paralisa, é uma excelente mola para te mover pra frente, não é? Por causa dos meus, corri atrás de muita informação. Acompanhei uma infinidade de blogs maternos, dicas de profissionais da saúde nas redes sociais e ali, aos 45 minutos do segundo tempo, tive a oportunidade de participar de um evento sobre amamentação.
A tarde gostosa, com muitas risadas proporcionadas pela troca com a palestrante e demais gestantes participantes, também me permitiu esclarecer muitas das dúvidas que eu tinha. Ali, conheci os 8 problemas mais comuns na amamentação:
 
  • a “má pega”, ou procedimento incorreto de amamentação; 
  • a pressão das mandíbulas do bebê sobre o mamilo, que ocasiona outros problemas e ocasionam muita dor;
  • a mastite (infecção na mama), que provoca calor e empedramento;
  • as temidas rachaduras, que começam com pequenas fendas ou fissuras;
  • o esvaziamento irregular, que dá origem às chamadas “mamas ingurgitadas”;
  • a alteração de cor da pele do mamilo, que pode indicar candidíase (o popular “sapinho”);
  • a falta de ingestão de líquidos, que interfere na quantidade e na qualidade do leite produzido;
  • e os impactos da quantidade insuficiente de leite, muitas vezes causada pela dor, que interfere no reflexo de saída do líquido, diminuindo-o. Com isso, inicia-se o ciclo do estresse: o bebê fica inquieto, chora de fome, e a mãe fica angustiada, o que inibe ainda mais a saída do leite, podendo levar ao desmame precoce;
 
Dor na amamentação: o que me ajudou
Então a Lis chegou e, logo na primeira semana, comecei a sentir os impactos dessa nova jornada. O puerpério, agravado pela alteração hormonal, pela terrível privação de sono e pela dor no peito, me faziam suar frio só de pensar na hora da mamada. Mas diante da importância dessa troca para a saúde da minha filha e de seus benefícios emocionais, eu não desisti.
 
Lembrei das dicas práticas que a enfermeira obstetra Aline Fernandes Teixeira, doula e fundadora do Home Baby Assessoria, nos deu no curso. Coloquei em prática as orientações sobre como eu deveria posicionar a bebê para mamar e os cuidados que deveria adotar com as mamas.
No 5º dia de vida da Lis eu solicitei a visita da Aline em casa, que me apresentou à IN-CRÍ-VEL laserterapia. Basicamente, essa “varinha mágica” promove a estimulação das células, o que auxilia no tratamento do processo inflamatório. Funciona como um analgésico, diminuindo a dor causada por feridas nas mamas, por lacerações do parto normal ou pela incisão da cesárea.
Que alívio, minha gente. Que alívio! Logo na primeira aplicação senti a inflamação diminuir. Notei a reparação no tecido superficial do mamilo e consegui voltar à amamentação natural – sim, o desespero era tamanho que eu já estava recorrendo à mamadeira #quemnunca.


“Hacks de mamada”: dicas profissionais para amamentar bem
Faço questão de contar aqui que as informações sobre os cuidados com as mamas e a prevenção às fissuras foram fundamentais para eu esteja conseguindo levar a amamentação adiante nesses primeiros dois meses de vida da Lis.
Desde a primeira mamada no hospital e até hoje, quando sinto que o peito está ficando avermelhado ou sensível demais, coloco em prática os ensinamentos da Aline:
  • Pego um paninho de boca e faço uma compressa com água fresca da torneira por no máximo 10 minutos ou até o paninho ficar quente;
  • Não deixo cair a água quente do chuveiro no peito. Isso mesmo, nada muito quente na mama, para não irritar e evitar o aumento na produção do leite;
  • Sozinha em casa, fico o maior tempo possível com os peitos descobertos, livres para se refrescarem kkk;
  • Passo o próprio leite nos mamilos após as mamadas;
 
Muitas mulheres ainda têm uma imagem romantizada da amamentação, como vemos nas propagandas e novelas. Mas a verdade é que o processo não é tão simples quanto parece. Requer atenção e bastante paciência. Assim como o bebê não nasce sabendo sugar corretamente, a mulher também precisa aprender o que é necessário para tornar possível esse exercício. Não é fácil, exige persistência e força de vontade.
 
Seu primeiro bebê está a caminho? Então, a melhor recomendação que tenho a te dar é INFORME-SE! Prepare-se para as eventuais dores, falta de sono e ou possíveis rejeições do bebê ao longo do processo. Mantenha-se firme em seu objetivo e encare essa fase como um grande desafio natural em benefício do seu filho. Confie nos laços que tem a desenvolver com ele e fortaleça a relação entre vocês dois.
 
Seu bebê já nasceu? Como foi para vocês o processo de amamentação? Deixe-nos seu relato nos comentários, contando como ocorreu. Sua experiência pode ajudar outra mãe.
 
Gostou das dicas? Gostaria de ler mais sobre este assunto? Conta aqui, que terei o maior prazer em preparar algo mais - afinal estamos juntas nesse barco da maternidade.