Licença-maternidade: A temida pausa nos trabalhos

Licença-maternidade: A temida pausa nos trabalhos

Escrito em 17/05/2019

Todas nós sabemos que trabalhar fora e cuidar dos filhos não é uma tarefa fácil.

É um desafio enorme conciliar as duas rotinas e muitas mulheres enfrentam situações desconfortáveis na hora de contar para seus chefes que estão grávidas.

Agora você está gerando um bebê e aquela desacelerada no trabalho pode ser necessária, mas será que a empresa entenderá?

São inúmeros casos de demissão após o término da licença-maternidade, muitas mulheres são vistas como incapazes ou consideradas sem foco depois que se tornam mães, tendo as suas tarefas destinadas a outros colegas de trabalho.

A licença-maternidade tem a duração de 5 meses, mas algumas instituições iniciaram o Programa Empresa Cidadã que estende a licença para 6 meses. Infelizmente  são poucas as empresas que aderiram.

Pesquisas apontam que metade das mulheres que engravidam perdem o emprego até 2 anos depois da licença-maternidade. O desligamento antes do prazo de 120 dias pode ser feito apenas por motivos de justa causa, fora isso a empresa tem a obrigação de se responsabilizar pela gestante e comprir seus direitos como determina a Lei.

São muitos casos de demissão após o prazo determinado e este fato nos impacta muito, especialmente nos dias de hoje, onde o papel da mulher no meio corporativo é essencial e totalmente expressivo. Lembrando sempre que existem muitas melhorias que precisam ser feitas para que todas nós tenhamos uma oportunidade justa no meio corporativo e que a desigualdade não seja mais presente no cotidiano.  

Geralmente quando as mulheres voltam ao trabalho elas ainda estão amamentando. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a amamentação exclusiva até os 6 meses e complementar até os 2 anos de idade. Em muitas empresas não existem um lugar adequado para fazer a coleta do leite, a OMS recomenda que os empregadores ofereçam salas de apoio à amamentação, fazendo com que a coleta do leite seja mais fácil para as funcionárias.

Dedicar-se totalmente aos filhos também é uma opção.

Sabemos que não é uma tarefa fácil conciliar o trabalho com a maternidade, mas é possível encontrar horários flexíveis que se ajustem a sua nova rotina.

Ser mãe hoje em dia é muito diferente de décadas atrás, as mulheres de hoje estão mais engajadas e preocupadas com milhões de assuntos. A pesquisadora Karen Kleiman, do Centro de Stress Pós-parto dos Estados Unidos, escreveu um artigo chamado  “Culpa, maternidade e a busca pela perfeição” nele ela diz que “as mulheres estão adoecendo com suas expectativas de perfeição”.

Trouxemos 6 dicas que a especialista listou para ajudar as mamães com todos os sentimentos que reverberam nossas cabeças:

1- Não se compare com outras mães. Cada mulher, cada gestação, cada filho são únicos.

2- Não se martirize nos dias em que algum imprevisto atrapalhar o cronograma e você ter de chegar mais tarde em casa. Nem sempre a nossa dinâmica e agenda correspondem às nossas necessidades e vontades.

3- Faça o melhor que pode em todas as situações, e tenha certeza que, mesmo com todas as adversidades, você fez o necessário, o que importava e o que fazia sentido para você e para seu filho naquele momento.

4- Não seja tão dura consigo mesma se falhar em alguma situação ou outra. Na maioria das vezes, criamos expectativas irreais sobre várias esferas da nossa vida, principalmente no que diz respeito à maternidade.

5- Não tenha vergonha de pedir ajuda quando necessário. O pai, por exemplo, é corresponsável e cabe a ele dividir e auxiliar em todas as demandas. Então, não hesite em dividir as tarefas, dessa forma você se sentirá menos sobrecarregada.

6- Confie nos seus próprios instintos. A maternidade desperta na mulher várias sensações e sentimentos ligados ao cuidado com o filho e, mesmo que após o fim da licença-maternidade vocês fiquem longe por um tempo, esse vínculo e essa sinergia seguem fortes e únicos.