A importância de espaços Baby Friendly

A importância de espaços Baby Friendly

Escrito em 15/02/2019


Com o nascimento de um bebê toda a rotina familiar é alterada, construir uma nova vida social muitas vezes é uma tarefa árdua para pais. Em que lugar levar as crianças para interagir com a cidade, com seus coabitantes de maneira a favorecer seu desenvolvimento e a mobilidade da família?

Diante dessa nova perspectiva alguns espaços denominados baby friendly são lugares onde famílias podem se sentir à vontade com bebês e crianças pequenas. Para tanto, é necessário que esses espaços possuam uma estrutura de fraldários, liberdade  para amamentação e adequação às necessidades da infância e a família.

Acreditamos que espaços baby friendly ou amigáveis às famílias são essenciais na circulação e na percepção das crianças como seres de direitos em detrimento de “seres em desenvolvimento”.

A partir da construção do Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor desde 1990 a proteção integral da infância passou a ser uma responsabilidade entre o Estado, família e comunidade. Vale dizer que é direito da criança o brincar como dispositivo de expressão, aprendizagem e promotor de habilidades e competências, parte essencial do direito ao lazer e à cultura. Com isso, desdobram-se, então, políticas públicas voltadas ao incremento de lugares destinados à infância vistos como condições para a efetivação de tais direitos.

[...] uma cidade, ou qualquer sistema de governança local, empenhada em cumprir os direitos das crianças. É uma cidade onde as vozes, necessidades, prioridades e os direitos das crianças são uma parte integrante das políticas públicas, programas e decisões (UNICEF, 1996, tradução livre).

Vale dizer que para além de um movimento social importante, espaços baby friendly geram melhorias e possibilitam o desenvolvimento saudável das crianças com a circulação pela cidade.


Larissa Bertagnoni

Terapeuta Ocupacional (CREFITO 3 150989TO), formada pela Universidade de São Paulo com especialização em Terapia Ocupacional Pediátrica e mestranda em Ciências da Reabilitação na Faculdade de Medicina da USP. 

 

Debora Pláton Hoppe

Psicóloga (CRP 06/88667), formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie com especialização em Teoria Psicanalítica pela PUC São Paulo e experiência em Reabilitação Neuropsicológica. 

Sócias-proprietárias da ADOLETA Assessoria em Desenvolvimento Infantil

adoleta@adoletaassessoria.com