Principais marcos do desenvolvimento infantil no primeiro ano de vida

Principais marcos do desenvolvimento infantil no primeiro ano de vida

Escrito em 31/01/2019


Sabemos que o primeiro ano de vida de uma criança é marcado por muitas alegrias e conquistas, mas também muitas dúvidas sobre o amadurecimento neuropsicomotor dos bebês pairam nessa fase. A partir disso, nós, profissionais da Adoleta, especializadas em Primeira Infância, vamos dar início a um conjunto de orientações sobre o desenvolvimento infantil e suas adversidades.
 
Esse primeiro texto explica suscintamente os principais marcos no primeiro ano de vida dos pequenos.
 
É importante ressaltar que cada criança se desenvolve a seu tempo, mas existe uma idade que serve de parâmetro para os pais acompanharem o crescimento dos seus filhos. Confira abaixo:

1) Fixar o olhar: entre 1 e 4 meses.
É o primeiro meio de conexão da criança com o ambiente que a cerca e acolhe, está diretamente relacionado ao desenvolvimento do campo de visão e às habilidades de interação social.
 
2) Firmar a cabeça: entre 2 e 3 meses.
É um dos indícios de que o desenvolvimento neuropsicomotor do bebé está adequado. Alguns bebês já dirigem o pescoço quando deitados ou até mesmo no colo de adultos.

3) Alcançar objetos com as mãos: 4 meses.
Conforme aumenta o interesse dos bebês pelo mundo ao seu redor, eles começam a apanhar objetos próximos. É esse interesse pelo mundo que fará o bebê utilizar seus braços, pernas e tronco para ir atrás do que deseja. Nessa fase o adulto que acompanha o desenvolvimento deve observar a busca pelo mundo, oferecendo objetos interessantes sem entrega-los nas mãos da criança, diminuindo o seu esforço.

4) Rolar: entre 4 e 7 meses.
Essa é uma mobilidade que vem junto com o movimento do pescoço e dos braços da criança. Para auxiliar nesse processo, é interessante que deixe o bebê se esticar em espaços seguros e fofos, onde pode sentir e experimentar o movimento do próprio corpo.

5) Nascimento dos dentes: entre 4 e 9 meses.
O surgimento dos primeiros dentes é um grande motivo de preocupação dos pais, no entanto a idade de nascimento varia amplamente. Só é necessário procurar ajuda médica caso os dentes não tenham nascido até o primeiro ano de idade.

6) Sentar sem apoio: entre 5 e 10 meses.
Essa fase pode variar muito entre as crianças e de acordo com a estimulação oferecida. De início, é necessário o apoio de um adulto para que, com a noção de lateralidade desenvolvida, a criança possa sentar sem ajuda. Ao sentar, a criança começa a vivenciar o mundo em uma nova perspectiva.

7) Engatinhar: entre 7 e 12 meses.
Ao se arrastar pelo espaço e buscar objetos com as mãos, a criança percebe seu corpo como instrumento de movimentação, o que motiva o engatinhar como forma de agilidade. Vale dizer que alguns bebês não engatinham e isso não deve ser um motivo de preocupação.

8) Ficar em pé: a partir dos 10 meses.
Com a aquisição do engatinhar, muitas crianças descobrem a força nas pernas e utilizam mesas, cadeiras e outros apoio como suporte para levantar. O próximo passo é andar com apoio, para depois correr livremente pelo espaço.

9) Andar: a partir de 1 ano.
Um dos principais marcos do desenvolvimento infantil, o andar envolve os aspectos motores do corpo, mas também a segurança da própria criança em realizar os movimentos. É importante que a família ofereça apoio e continência para que a criança se solte com seus movimentos.

Larissa Bertagnoni

Terapeuta Ocupacional (CREFITO 3 150989TO), formada pela Universidade de São Paulo com especialização em Terapia Ocupacional Pediátrica e mestranda em Ciências da Reabilitação na Faculdade de Medicina da USP. 

Debora Pláton Hoppe

Psicóloga (CRP 06/88667), formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie com especialização em Teoria Psicanalítica pela PUC São Paulo e experiência em Reabilitação Neuropsicológica. 

Sócias-proprietárias da ADOLETA Assessoria em Desenvolvimento Infantil

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